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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Cidade de Lisboa


Lisboa é a minha cidade e certamente uma das mais lindas cidades do mundo. Situada na margem direita do estuário do rio Tejo e espraiando o olhar curioso sobre o mar atlântico, diz adeus à terra onde se instalou e estende os seus braços para além do horizonte, navegando ao sab0r das ondas que lhe trazem à memória as aventuras, desvarios, amores, sucessos, ostentações e mazelas de vetusta senhora provinciana.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Cidade de Coimbra


Coimbra é no consciente nacional a grande referência cultural. Ir a Coimbra e não regressar doutor é um pouco como ir a Roma e não ver o Papa. Quem vai a Coimbra com vontade de aprender vem de lá sempre um pouco mais conhecedor da nossa culura e da nossa identidade nacional. Até a nossa maneira de ser um pouco acanhada se sente bem ao visitar o Portugal dos pequeninos.segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Cidade de Fátima/Cova da Iria

Cidade de Santarém


Santarem é a capital distrital do Ribatejo e a segunda cidade a que mais estou ligado afectivamente, pois foi nela que iniciei os meus estudos de nivel secundário. Os anos que nela vivi abriram-me prespectivas de vida. Foi tempo de aprender a sonhar, de descoberta de ideais, de sonhos mais ou menos utópicos, de socialização e de abertura para uma prespectiva de vida generosa na linha do serviço aos outros.sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Vila de Monchique
A meio da encosta da serra de Monchique encontra-se empoleirada a pequena mas simpática vila de Monchique que, com os seus braços estendidos para o litural algarvio, oferece aos muitos visitantes um convite para que subam e entrem a fim de se poderem despoluir e provar algumas das iguarias que a natureza pródigamente tem para oferecer. Subindo até ao alto da Fóia os olhos são pequenos para abranger a vasta e deslumbrante paisagem sobre Portimão, a Práia da Rocha, Lagos, o vasto Alentejo e muito mais. É mesmo deslumbrante! Passear pelas suas ruas estreitas e olhar para o seu vetusto casario faz-nos reportar aos tempos medievos e embora seja invadida pelo ar poluido e enevoado que chega da "civilizada"orla marítima, ela permanece como uma reserva de ruralidade, de artezanato, de hábitos de convivência e de frescura serrana. Um pouco de mel, algum medronho, o presunto e os enchidos fazem as delícias de naturais e forasteiros. Que pena e que falta de intervenção permitir que o convento que domina esta Vila esteja em ruinas! Cidade de Tomar



Tomar é uma das mais agradáveis, acolhedoras, históricas e turísticas das provincianas cidades deste pequeno país sentado à beira do mar. Embora viva um pouco a sonhar com o mar, não fosse o Infante D. Henrique um dos seus referenciais mais ilustres, vive a interioridade e a ruralidade duma senhora provinciana orgulhosa dos seus palácios, das suas jóias, dos seus subordinados, das suas terras, dos seus jardins, do sabor dos seus produtos e do seu rio que lhe lava o rosto, refresca a alma e fecunda a terra.
Nasci numa pequena aldeia do concelho de Tomar situada na margem esquerda do rio Nabão chamada Casais Novos. Como era um pequeno aglomerado de cerca de 70 pessoas nunca veio assinalada no mapa. O analfabetismo generalizado dos adultos fazia realçar a cultura do saber fazer, da aprendizagem através da acção concreta, do aprender vendo a vida acontecer nas suas múltiplas manifestações. Vivia-se da agricultura de subsistência, onde cada palmo de terra era uma promessa de alimento e alguns felizardos tinham também trabalho numa das fábricas de papel instaladas nas margens do rio. A vida era dura e decorria ao ritmo imposto pela mãe natureza, que nos ía ensinando os seus segredos. Ir a Tomar era ir à civilização! Era lá que se comprava e se vendia, que se ía ao médico e ao boticário, que se ía fazer exame da 4ª classe, que estava o quartel militar, lá se chegava e partia de combóio, lá estava o palácio da justiça e a cadeia, o hospital , a polícia e a Câmara Municipal. Era lá que os mais felizardos estudavam no colégio Nuno Álvares, ou nas Escolas Industial e Comercial, que se aprendia um ofício, que viviam os que, no imaginário do aldeão, tinham uma vida boa. Ainda hoje Tomar é a minha cidadezinha que me faz voltar aos meus sonhos mais remotos, pisar as ruas que meus antepassados pisaram, olhar as mesmas lojas, as mesmas mercearias, as mesmas tabernas, os mesmos jardins, o mesmo mercado, aspirar os mesmos cheiros das feiras e encher os olhos com as cores da festa dos tabuleiros. A minha cidade ás vezes é maltratada e mal amada, mas é sempre sedutora, montra dos meus sonhos e ponto de partida para além do horizonte.
Nasci numa pequena aldeia do concelho de Tomar situada na margem esquerda do rio Nabão chamada Casais Novos. Como era um pequeno aglomerado de cerca de 70 pessoas nunca veio assinalada no mapa. O analfabetismo generalizado dos adultos fazia realçar a cultura do saber fazer, da aprendizagem através da acção concreta, do aprender vendo a vida acontecer nas suas múltiplas manifestações. Vivia-se da agricultura de subsistência, onde cada palmo de terra era uma promessa de alimento e alguns felizardos tinham também trabalho numa das fábricas de papel instaladas nas margens do rio. A vida era dura e decorria ao ritmo imposto pela mãe natureza, que nos ía ensinando os seus segredos. Ir a Tomar era ir à civilização! Era lá que se comprava e se vendia, que se ía ao médico e ao boticário, que se ía fazer exame da 4ª classe, que estava o quartel militar, lá se chegava e partia de combóio, lá estava o palácio da justiça e a cadeia, o hospital , a polícia e a Câmara Municipal. Era lá que os mais felizardos estudavam no colégio Nuno Álvares, ou nas Escolas Industial e Comercial, que se aprendia um ofício, que viviam os que, no imaginário do aldeão, tinham uma vida boa. Ainda hoje Tomar é a minha cidadezinha que me faz voltar aos meus sonhos mais remotos, pisar as ruas que meus antepassados pisaram, olhar as mesmas lojas, as mesmas mercearias, as mesmas tabernas, os mesmos jardins, o mesmo mercado, aspirar os mesmos cheiros das feiras e encher os olhos com as cores da festa dos tabuleiros. A minha cidade ás vezes é maltratada e mal amada, mas é sempre sedutora, montra dos meus sonhos e ponto de partida para além do horizonte.
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