Mostrar mensagens com a etiqueta refexões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta refexões. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sexta-Feira Santa

   Hoje há gente que morre pela simples razão de se reconhecer cristã, de reconhecer Jesus como referencial da sua existência e a Ele aderir como Caminho, Verdade e Vida. Hoje é Sexta- Feira Santa.
  Hoje há gente que é injustamente julgada e condenada em nome do mais conveniente para o poder instituído. Hoje é Sexta-Feira Santa.
  Hoje há gente que sofre as consequências de ter nascido frágil e dependente. Hoje é Sexta-Feira Santa.
  Hoje há gente que morre crucificada no alto da montanha formada pela injustiça, condenação, abandono e precariedade. Hoje é Sexta-Feira Santa.
  Em cada um de nós existem marcas de injustiça, de fragilidade, de sofrimento, de dúvida, de tristeza, de alienação, de precariedade. Hoje é também Sexta-Feira Santa em cada um de nós.

domingo, 1 de abril de 2012

De burro?


Por muito entretidos que andemos e por mais esforço que investamos para esconjurar esse monstro que nos vai devorando e a que podemos chamar desemprego, carestia ou depressão, estamos a iniciar uma semana que duma forma ou de outra não nos deixa indiferentes. A nossa tradição chama-lhe Semana Santa ou Semana Maior  e duma forma mais ou menos assumida remete-nos para uma dimensão que mexe com as mais profundas inquietações do ser humano. Se estivessemos apenas perante a evocação de factos históricos bastava ler os livros, interpelar a História e fazer umas quantas cerimónias evocativas. Mas o que aparece perante os nossos olhos é o triunfo da injustiça. o drama da violência, o abuso do poder, o amesquinhamento da pessoa. a aniquilação do diferente, a morte do justo transformada em exemplo para todos quantos não queimam incenso no altar do poder económico, do poder político e do poder religioso. Todos andamos á procura duma resposta para tanto absurdo. Será que o Nazareno montado num jumento a caminho da sede do poder político, do poder religioso e do  poder económico ainda continua a inquietar estes poderes instalados sobre a angústia, o sofrimento e o aviltamento dos povos na diversidade dos locais e das latitudes?

domingo, 27 de março de 2011

por favor!

Por favor não brinquem connosco! Já nos chega saber que estamos falidos e que só nos resta estender a mão! Porque nos querem ainda fazer de tontos? Quem ascendeu ao poder manifesta demasiado apego ao poder e quem aspira ao poder manifesta incontida ânsia de poder. Em nome do bem comum é demasiado notória a afirmação do bem de alguns. É verdade, a política sem ética transforma-se numa representação que alterna entre a tragédia e a comédia. A grande maioria vive a tragédia e um número significativo de artistas procura entreter o público com a comédia. A avaliar pelo ensaio vamos ter um tempo de frenética comédia antes de retomar-mos em contínuo a acentuada e prolongada vivência da tragédia.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

aclamação




Hoje é dia de aclamação celebrada na alegria simples e profunda com que a criança já na idade da rebeldia se abraça ao pescoço da mãe e com um misto de sedução e de amor filial lhe diz: "mãe és a maior, gosto muito de ti, e conto contigo para me ajudar a escolher a toilete para entar cada vez mais na grande festa da vida". Hoje aclamo e proclamo a Mãe da nova humanidade manifestada já, como primícia, em Jesus. Hoje é dia de parar um pouco e me sentar aos pés de Maria, a Mãe de Jesus, para simplesmente me sentir perto dela, a honrar e agradecer a Deus a sublime iniciativa de fazer da humanidade uma comunidade de Seus filhos adoptivos a partir do "sim" incondicional dessa jovem simples e discreta de Nazaré. De facto Maria de Nazaré é a glória da humanidade ao disponibilizar-se para ser o ponto de encontro onde a Divindade asssume em plenitude a Humanidade na pessoa única e impar que é Jesus Cristo. É certo que muitas vezes celebramos apenas porque é costume celebrar, festejamos sem nos apercebermos do sentido da festa e deitamos foguetes sobretudo para alimentar a indústria pirotécnica. Apesar disso nesta festa da Imaculada Conceição tenho orgulho de pertencer a um povo que A invoca como sua Rainha e Padroeira.