quinta-feira, 30 de setembro de 2010

insolações




O Verão já lá vai. Foi um Verão quente que proporcionou muitos incêndios e provocou muitas insolações em muitos cérebros, alienando uns, provocando o delírio noutros, levando à depressão de muitos e à exaltação de tipo histérico em não poucos. O Outono instalou-se, as temperaturas baixaram, comem-se os poucos frutos das árvores mal cultivadas, assiste-se ao cair das folhas, os celeiros começam a estar quase vazios. A luta pela sobrevivência vai adensar-se e o Inverno que se segue vai certamente arrefecer muitos ímpetos e aprofundar o desejo de que surja uma nova Primavera anunciadora duma nova esperança. Uma situação difícil tanto pode levar à depressão e ao desespero, como á mobilização para novas sementeiras. Acabei de ouvir o debate na nossa Assembleia da República e fiquei triste. Deu-me a impressâo que as muitas insolações do Verão ainda impedem a lucidez de raciocínio, pois só assim se compreende que seja preciso gritar tanto para dizer quase nada de novo. Espero que não tardem muito a chegar as novas vacinas contra a gripe.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

o dia seguinte

Ontem foi dia de festa para muitos e perda de uma pausa para bastantes. Para uns e outros o dia 15 de Agosto faz parte do número de feriados inscritos no calendário herdado da nossa comum tradição cristâ e de que usufruimos, quer nos aprecebamos ou não do seu significado maior e consequente. Ao longo da minha vida o dia 15 de Agosto sempre foi vivido como um dia em que celebrávamos uma especial relação festiva com Maria, a Mãe de Jesus. É a festa da assunção de Maria à plena dimensão sobrenatural na qual a pessoa humana ascende, na sua realidade total, à plenitude da sua realização. Que Deus é o futuro do homem é a certeza dos crentes, que Maria participa plenamente desse futuro como protótipo da humanidade assumida pelo Ressuscitado, é para aqueles motivo de festa e de esperançosa alegria.
Aqui deixo alguns dados sobre a festa da Assunção:
A Assunção de Maria ao Céu
"A cristandade acreditou na Assunção da Virgem Maria logo desde os primeiros séculos da sua história e, assim, a tradição da festa oficial da Assunção remonta provavelmente já ao século VI.
Como Mons Michel Dubost (bispo de França) diz no seu livro "Marie" (ed. Mame, Paris 2002): "A festa da Assunção nasceu em Jerusalém, mas é difícil saber em que época. A origem da festa talvez venha da consagração de uma igreja a Maria pelo bispo Juvenal (422-458), em Kathisma (suposta etapa da Virgem entre Nazaré e Belém). É mais provável que tenha como origem a consagração de outra igreja em Gethsemani, ao lado de Jerusalém, no século VI. Seja como for, a festa foi alargada a todo o Império pelo imperador Maurício (582-602) sob o nome de Dormição da Virgem Maria. A festa foi sempre celebrada no dia 15 de Agosto. Como o ano litúrgico dos Orientais começa no 1º de Setembro, ele inicia-se verdadeiramente com a Natividade da Virgem e termina com a sua entrada na glória a 15 de Agosto. Mas será apenas nos meados do século XX que a Assunção da Virgem Maria virá a ser proclamada "dogma da Igreja", em 1950, pelo papa Pio XII :
"Por fim a Virgem imaculada, preservada por Deus de toda a mancha do pecado original, tendo concluído o curso da sua vida terrestre, foi elevada à glória do céu em corpo e alma, e exaltada pelo Senhor como Rainha do universo, para assim ser mais inteiramente conforme ao seu Filho, Senhor dos senhores, vencedor do pecado e da morte" (LG 59).A Assunção da Virgem Santa é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos [...]"

Finalmente aqui deixo um ramo de rosas que em meu nome, em nome dos meus familiares e dos meus amigos e ainda em nome da humanidade que se orgulha da sua Rainha, Lhe ofereço na simplicidade de quem não sabe o que oferecer, mas sente necessidade de oferecer alguma coisa.

domingo, 1 de agosto de 2010

passar palavra




Recebi ocasionalmente esta mensagem dum bom amigo que aqui recolho e re-transmito:
01 de Agosto de 2010

«Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?»
(Lc 12, 14)

"As religiões antigas incluíam textos que falavam da criação do mundo e da origem do mal. Hoje, pensamos que esses textos nem eram resultado de uma revelação, nem de uma indagação cientifica, nem mesmo de um labor filosófico. Eram "mitos", através dos quais a imaginação e o inconsciente colectivo propunham certas maneiras de interpretar o mundo e a condição humana. (O mito não tem actualmente qualquer conotação negativa. Pensa-se mesmo que a reflexão filosófica surge como tentativa de clarificar e dar rigor a essas construções primitivas). Os primeiros capítulos do Livro do Génesis movem-se no ambiente de mitos. Infelizmente, houve uma época em que a Igreja tomou esses textos como narrativas históricas e abriu sucessivas guerras contra a visão cientifica do mundo. Por exemplo, teimando que a Terra ocupava o centro do Universo, ou afirmando que não tinha havido evolução da vida, pois todas as espécies animais e vegetais tinham sido criadas directamente por Deus.
É muito significativo que Jesus não tenha enveredado por este caminho. disse que o Pai é o Senhor do Céu e da Terra, mas nunca perdeu tempo a descrever a criação. Mandou que os seus discípulos lutassem contra o mal, mas nunca perdeu tempo a explicar a origem do mal. Que se saiba, nunca falou de Adão nem de Eva.
Sem deixar de ser Deus, Jesus veio à Terra como homem. E aceitou lealmente a condição humana. Aceitou que a sua inteligência de homem não sabia tudo e que a sua força muscular não levantava um penedo; precisava de comer e de dormir; sabia que tinha de trabalhar para ganhar a vida. Mais importante do que isto: Jesus sabia que é próprio da condição humana lutar por um futuro melhor, e que é preciso contar com as diferentes contribuições: há os que trabalham a terra, os que escavam as minas, os que pescam no mar; há os que têm tarefas de governo e de administração; há os que procuram caminhos novos; ... Jesus cumpriu a sua missão de mensageiro do Pai para nos anunciar a Boa Nova e para nos dar o exemplo do que é "amar até ao fim" (Jo 13, 1).
Mas é também significativo que Jesus não tenha dado nenhum conselho a respeito dos aspectos mais práticos da aventura humana. Não disse como é que se podiam melhorar os barcos e as redes, nem como se podia aumentar o rendimento dos trabalhos agrícolas, não deu sugestões a respeito da economia, da politica, do direito. Se bem entendo, não o fez porque isso seria intervir na História dos homens de maneira paternalista.
Isto ajuda-nos a entender o Evangelho desta missa (Lc 12, 13-21). Do meio da multidão, um homem pede a Jesus que resolva uma questão de partilhas. (Talvez o homem fosse sincero e acreditasse que ninguém melhor do que Jesus podia dizer o que é justo e o que é injusto). Mas Jesus rejeitou o pedido. Suponho que por duas razões. Primeira, porque, coerentemente com aquilo que acabo de expor, não quis substituir-se à justiça dos homens. Fossem aos tribunais! Segunda, porque achava incrível que dois irmãos se zangassem por uma questão de partilhas. Não tinha paciência para os aturar.
Infelizmente, nem sempre a Igreja reagiu assim. Quis dar certezas definitivas a respeito de todas as coisas importantes; e, muitas vezes, não se deu conta de que saía do domínio da sua competência. (Recorde-se o processo de Galileu). E o Senhor castigou-a, permitindo que se enganasse.
A primeira Leitura é tirada do Livro de Cohélet (Cohélet - Eclesiastes 1, 2 - 2, 23). Este livro. é uma reacção contra as pregações palavrosas e as soluções superficiais. Passando ao extremo oposto, Cohélet diz que não há nada seguro na Terra. Entendamos estas palavras como um convite à profundidade e ao rigor."
P.e João Resina Rodrigues (in a Palavra no Tempo II)

domingo, 20 de junho de 2010

despedida



Ao iniciar uma viagem, cuja duração se desconhece e em que são usados diversos meios de deslocação, nunca sabemos bem como, quando e em que circunstâncias vamos progredir nas múltiplas etapas do percurso a prosseguir. Apenas sabemos que partimos e que não podemos regredir ao momento da partida, uma vez que a marcha do tempo é irreversível. Temos de conciliar a noção de continuidade com a da de descontinuidade para percebermos que ambas fazem parte da nossa especividade existencial. Por vezes determinado meio torna-se inapto para avançar e então só nos resta livramo-nos dele e progredir confiando no novo meio de prosseguir, pois continuar é imperativo. Costumamos dizer adeus aos que partem e costumamos dizer adeus aos que ficam. O pensamento, a memória e a amizade são os elementos que mantêm a comunhão entre os que preparam a viagem, os que partem e os que já partiram. A semana passada partiram para a outra margem da vida dois dos meus maiores amigos de longa data. Desejo-lhes bons encontros e manifesto-lhes a minha gratidão pela sua amizade. Qualquer dia nos encontraremos nessa outra dimensão em que a vida não é prisioneira da nossa corporeidade.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

sentimentos




Já hoje chorei! O meu amigo João Resina morreu. Após um largo período em que o seu corpo não lhe permitia expressar toda a sua realidade pessoal, apagou-se o sopro de vida que o mantinha fazendo parte dos mortais. Era um filósofo da escola de Louvaina e com ele muitos aprendemos a pensar; era um engenheiro da escola do Instituto Superior Técnico e com ele muitos aprendemos a lidar com o real; era um teólogo das melhores escolas do pensamento teológico e com ele aprendemos que a realidade humana não se esgota na temporalidade; era um convícto discípulo do Ressuscitado e com ele aprendemos que a vida de cada humano adquire a sua plenitude ao entrarmos nessa nova dimensão existencial liberta das contingências físicas, psíquicas e de todas as demais próprias das especificidades do tempo e do espaço. É animador saber que temos amigos tanto no presente transitório como no futuro definitivo.
É verdade que já hoje chorei, mas também é verdade que também já hoje rezei e juntamente com um número significativo de homens e de mulheres dei graças e anunciei a morte do Senhor, proclamei a Sua ressurreição e afirmei a certeza do Seu encontro libertador com cada pessoa e com todas as pessoas. A certeza da morte nos apresiona e a esperança da ressurreição nos liberta. Meu caro João estamos unidos no infinito amor de Deus, faz favor de Lhe dar graças e de O louvar também em nosso nome.

domingo, 23 de maio de 2010

a luz




Pelo menos na dimensão de tempo e espaço em que nos movemos é difícil encontrar seres vivos em ambientes totalmente privados de luz. A vida vegetativa e a vida animal reclamam por luz para poder subsistir e evoluir. A ausência de luz não nos permite ver as formas das realidades que nos cercam e a escuridão limita-nos ou impede-nos de ver a realidade das realidades. Quando as realidades estão bem iluminadas estas tornam-se mais facilmente compreensíveis e quando estamos banhados de luz o exterior mais facilmente nos pode conhecer e compreender. A luz natural tem como origem o sol, a luz artificial aponta para uma qualquer fonte energética, a luz do saber alimenta-se do conhecimento reflexivo e a luz do espírito anuncia um Sol não mensurável por qualquer instrumento medidor do tempo, do espaço, da força energética ou da composição da matéria. É impossível definir o que é a "luz do espírito", mas é intuitivo apercebermo-nos da novidade e do surpreendente da sua presença transformadora. Neste fim de semana em que se celebra a festa do Espírito Santo, a festa do Pentecostes, resta-me invocar a "Luz do Espírito"para todas as mentes humanas, especialmente de quantos definem os destinos dos povos, das nações, das igrejas e das religiões. Que o "SOL" que não conhece ocaso projecte a Sua luz transformadora sobre a nossa realidade humana!

domingo, 16 de maio de 2010

acontecimentos marcantes




A semana que ontem terminou não foi certamente menor nem impreciva para o Povo Português na sua globalidade. Dois acontecimentos relevantes nela se destacaram, a saber: a visita do Papa a Portugal, em geral e à Comunidade Cristã Católica, em particular, e o diálogo iniciado entre os presidentes do PS e do PSD. Como português e como católico acho que a visita do Papa nos honrou e foi uma digna e mutuamente dignificante viagem apostólica: o Povo Português acolheu com dignidade, ouviu com atenção e respondeu com respeito e reconhecimento; a Comunidade Cristã Católica rejubilou de alegria, celebrou a sua comum união ao Senhor Jesus e confirmou através da oração comunitária a sua fé e de forma digna e descomplexada louvou a Deus perante "todos os povos, nações e poderes que existem à face da Terra". É bom, saudável e motivador sentir que somos acolhidos, reconhecidos e entusiasmados. Aplauso pois para o Povo Português que, quando congrega esforço, inteligência, vontade e sentimento é capaz de fazer coisas muito bonitas. O Papa veio, esteve connosco e partiu, mas algo de muito estimulante e marcante ficou na história deste Povo e desta Comunidade Cristã vivido neste Maio de 2010.
Ainda uma referência aos encontros ocorridos entre o presidente do PS e o presidente do PSD. Já estava cansado de ouvir falar da necessidade fundamental de convergência de esforços, mas sobressaía sempre a lógica dos interesses partidários sobre a urgência do bem comum. Foi preciso chegar ao limite para se dar início ao diálogo que não é sinónimo de perda, mas de ganho a favor do bem comum. Estes passos honram os intervenientes e são sinal de esperança perante a depressão que se abate sobre as condições de vida de todo o povo, mormente começando pelos mais frágeis, mais desprotegidos e mais condicionados pela falta de esperança.

domingo, 9 de maio de 2010

transitório e definitivo



Neste fim de semana em que se evoca, através da leitura de parte do capítulo 15º dos Actos dos Apóstolos, o concílio de Jerusalém, o primeiro da comunidade cristã nascente, anuncia-se com ênfase a visita de Bento XVI à Comunidade Cristã Portuguesa e de forma mais alargada a todo o Povo Português. Seja benvindo e acolhido com entusiasmo. A sua presença é mão apontando para Aquele que desde o futuro da humanidade congrega para a construção da "nova cidade", em que a harmonia entre os humanos e destes com o transitório e com o definitivo, seja o nova forma de viver e conviver. O Papa não vem como modelo perfeito de humanidade, nem como fonte de santidade, nem como critério absoluto de verdade. Quer se concorde com ele no todo ou só em parte, no essencial ou também no acessório, no definitivo ou também no transitório, o certo é que acolhê-lo é acolher, de forma implícita ou explícita, Aquele de que a sua existência é anúncio. Assim experienciar a presença física de Bento XVI no meu país é motivo para renovar a minha adesão a Jesus Cristo como o Senhor da História, a Quem presto honra e glória com a vinda do Papa à nossa terra. No concílio de Jerusalém Pedro foi confrontado e contestado e a sua confusão e hesitação face ás novas realidades culturais e sociais foi o ponto de partida para que a Comunidade Cristã, por acção do Espírito Santo, se abrisse à universalidade. As atitudes monolíticas, as teorias de um único pensante, a preocupação de manter a unidade a partir do acessório, do transitório, dos tabús, do silêncio, das excomunhões, podem ser um sedutor e procurado suporte para uma estrutura de poder, mas não são caminho de superação e de descoberta de novas respostas para as sempre surpreendentes realidades humanas.

domingo, 2 de maio de 2010

homenagem à vida


Hoje é dia de adquirir um ramo de flores, reais ou afectivamente imaginadas, para oferecer como gesto de gratidão ao dom da vida e a todas aquelas mulheres que ao longo da história humana assumiram não apenas o seu papel de progenitoras mas sobretudo a missão da maternidade. Uma flor para Eva, a mãe de todos os humanos que teve a ousadia de querer conhecer o "bem e o mal" e a intuição de que os seus descendentes viriam a "ser como deuses" vencendo a barreira da mortalidade. Uma flor para Maria de Nazaré que a partir da consciência da sua limitacão é capaz de acreditar que a Deus "tudo é possível" e assim se tornar na mãe da nova humanidade que, em Cristo, torna efectiva a comunhão entre a dimensão divina e a dimensão humana. Uma terceira flor para Maria, "a mulher do Serafim dos Casais Novos," aquela mulher pobre, analfabeta, batalhadora e rude como as estevas do monte, que me gerou, me embalou e me fez crescer à sombra do seu sonho e impulsionado pela sua força anímica. Esta, como as anteriores, já não faz parte do número dos mortais, mas a sua presença continua a inspirar a minha existência e a manter vivo este sentimento de profunda admiração e ilimitada gratidão.

domingo, 25 de abril de 2010

liturgias


O dia de hoje está sendo abundante em liturgias, quer se trate da liturgia religiosa, quer de liturgias sócio-políticas. A liturgia religiosa evoca a figura de Cristo Ressuscitado e através da imagem do Bom Pastor reconhece-O como Aquele que lidera não através da afirmação do poder e da força, mas através duma efectiva atitude de serviço para com todos, com uma especial atenção aos mais fracos, vulneráveis e menos integrados na Comunidade que O reconhece. Esta imagem do Bom Pastor e da sua relação com a Comunidade aparece plasmada no Capítulo 10º do evangelho de João. Aí se faz o contraponto entre um bom pastor, um mercenário e um ladrão: aquele defende, conhece e promove o bem-estar de todos os membros da Comunidade; estes matam, tosquiam, exploram e abandonam sempre que chega o tempo da dificuldade. O que causa algum embaraço é que apenas é proposto um Bom-Pastor: Cristo. Tal significa que todos quantos se apresentarem ou se deixarem aclamar como pastores têm de ser olhados com reserva pois é certo e sabido que estamos perante mercenários, ladrões, ou lobos, mesmo quando vestidos com suaves peles de cordeiro. Por mim adiro a Jesus Ressuscitado como o único Senhor e não contem comigo para queimar incenso perante qualquer outro poder. Assim canto neste dia o meu hino à liberdade.
Também hoje se comemora o 36º aniversário do 25 de Abril. A principal comemoração ocorreu e bem, na Assembleia da Répública. Foi uma liturgia bem preparada e conseguida, em que, através da linguagem das palavras, dos símbolos, dos gestos, da disposição dos espaços, das mensagens e da evocação do passado, se questionou o presente e procurou conseguir alguma convergência e empenhamento de abertura construtiva ao diferente que vem do futuro. As palavras chave são democracia, liberdade e desenvolvimento. Também aqui a liderança será uma liderança de serviço e tudo o mais será um covil de mercenários, de ladrões e de salteadores, mesmo utilizando as suaves e sedutoras palavras de liberdade, igualdade e fraternidade. Aqui expresso o meu aplauso e o meu apoio a todos quantos na diversidade das suas leituras e dos seus ângulos de análise procuram sem calculismos de ganhos políticos, de poder, ou de ganância investir em serviço do bem comum. Neste dia evoco a experiência única vivida há 36 anos, saúdo os actuais construtores da nova sociedade e sonho com todos quantos não desistiram de questionar o presente desde a prespectiva dum futuro de sucesso para o meu povo. De novo o meu hino à liberdade.