Digo adeus a 2010 e saúdo 2011. Mais um pouco e de 2010 fica a recordação e de 2011 perfila-se a expectativa. Quer queiramos quer não todos prestamos vassalagem a essa realidade a que se chama tempo, que não abranda a sua marcha persistente, nem se submete a qualquer conveniência de circunstância. Medimos a nossa existência por uma fatia maior ou menor de tempo passado e contamos as nossas esperanças pelas hipóteses concretizáveis no tempo futuro. Nenhuma migalha do tempo passado é recuperável, nenhuma migalha do tempo presente é dominável e nenhuma migalha do tempo futuro é retardável ou acelerável. Já que não podemos dominar o tempo resta-nos tirar o melhor partido possível de cada momento que nos é dado viver. Assim alegro-me com todos quantos festejam eufóricamente o início dum novo ano, partilho a serenidade de quantos na tranquilidade do seu espaço aspiram a um novo ano de algum bem- estar e sou solidário com quantos apenas esperam agruras e carências. Para todos os meus contempoâneos em geral, aos meus concidadãos em especial e a quantos deixaram em mim a marca da sua amizade desejo o melhor possível no contexto em que cada um se encontra inserido. Como sempre a qualidade de vida individual não pode ser separável da qualidade da vida colectiva. Bom ano para todos.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
despedida
Digo adeus a 2010 e saúdo 2011. Mais um pouco e de 2010 fica a recordação e de 2011 perfila-se a expectativa. Quer queiramos quer não todos prestamos vassalagem a essa realidade a que se chama tempo, que não abranda a sua marcha persistente, nem se submete a qualquer conveniência de circunstância. Medimos a nossa existência por uma fatia maior ou menor de tempo passado e contamos as nossas esperanças pelas hipóteses concretizáveis no tempo futuro. Nenhuma migalha do tempo passado é recuperável, nenhuma migalha do tempo presente é dominável e nenhuma migalha do tempo futuro é retardável ou acelerável. Já que não podemos dominar o tempo resta-nos tirar o melhor partido possível de cada momento que nos é dado viver. Assim alegro-me com todos quantos festejam eufóricamente o início dum novo ano, partilho a serenidade de quantos na tranquilidade do seu espaço aspiram a um novo ano de algum bem- estar e sou solidário com quantos apenas esperam agruras e carências. Para todos os meus contempoâneos em geral, aos meus concidadãos em especial e a quantos deixaram em mim a marca da sua amizade desejo o melhor possível no contexto em que cada um se encontra inserido. Como sempre a qualidade de vida individual não pode ser separável da qualidade da vida colectiva. Bom ano para todos.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Natal de 2010
Fim de tarde deste dia 25 de Dezembro de 2010. Tarde de Natal e abertura já para um novo dia que nos vai permitir contar que antes de ontem vivemos para a festa, ontem fizemos a festa e hoje vivemos da festa. Não quero contudo terminar este dia sem cantar a Jesus o "parabéns a você neste dia feliz" pedindo-Lhe que não apague a vela da verdade , da comunhão, da solidariedade e da esperança transcendente por Ele acesa no altar da consciência humana. É bem-vindo e o seu lugar entre nós só por Ele pode ser ocupado. Por isso permace Jesus connosco pois a tua presença aquece o nosso frio existencial, cura as nossas miopias e os nossos estrabismos, fortalece as nossas frágeis certezas e é bússola indicando o sentido do nosso caminhar. As mãos da humanidade se erguem numa universal salva de palmas de aplauso e reconhecimento.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Natal de 2010
Hoje é a véspera de Natal e aqui estou eu gerindo um emaranhado de emoções formado pelo sorriso nervoso e calculista da criança, misturado com uma boa dose de encenação do adulto, condimentado com os sabores e as luzes do presente fugaz e servido no prato das memórias. A vivência de mais uma celebração de Natal é composta por um misto de "já visto", mas ainda surpreendente e sobretudo ainda não compreendido. Também desta vez não convidei o "pai natal", nem cortei a árvore que cresce, nem brinquei ás árvores de plástico, nem tentei aprisionar as estrelas, nem fui ao curral desinquietar o burro nem a vaca. Apenas coloquei em cima da cómoda uma imagem evocativa da criança Jesus, outra de Maria de Nazaré e outra de José. É uma tentativa de centralização no que considero essencial e a partir daí gerir o acessório. Quem me dera neste dia poder proclamar com verdade esse cântico retido na memória secular formada a partir do nascimento de Jesus: "glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens que Ele ama". Natal é acontecimento revelador de comunhão e solidariedade. Esse é o meu sentir neste dia. Bom Natal para todos.
domingo, 19 de dezembro de 2010
o sonho
É comum dizer e ouvir dizer "que o sonho comanda a vida". Quando já não sonhamos é sinal que estamos num estado em que a vida não tem encanto, nem sabor, nem dinâmica mobilizadora. Encontrarmo-nos numa situação em que já não somos capazes de sonhar é sinal de desistência e de resignação com a triste e vil condição imposta pelo que julgamos ser uma fatalidade deprimente. Ter um grande sonho é lançar mais uma vez a semente à terra, é lançar mais uma vez as redes ao mar, é resistir perante a adversidade, é construir a partir do quase nada, é deixar o muro das lamentações e construir a nova cidade, é ser capaz de acordar e passar à lucidez do compromisso com o diferente. Sabemos que um sonho é proposta quando nos leva a fazer algo de novo que leve à superação do estado de modorra em que muitas vezes vivemos.
Hoje invoco a figura de José, carpinteiro de Nazaré e pai de Jesus. O aceitar o surpreendente desafio do sonho, o arriscar no não visível nem comum, o construir sobre o diferente, o aceitar o risco de se enganar, o acreditar no imprevisto, tornou-O num dos protagonistas discretos mas centrais do grande acontecimento que directa ou indirectamente centralizou a história humana em geral, apontou sentidos e significados novos à existência humana e fermentou o que de melhor a nossa civilização produziu. Para José, esposo de Maria de Nazaré, vai hoje a minha homenagem tão discreta e humilde quanto Ele. O Natal está á porta. Aguardo com encanto, simplicidade e com um misto de sonho e poesia a grande celebração do novo, do diferente e do transcendente, capaz de dar sentido ás coisas velhas e fazer novas todas as realidades. BOM NATAL.
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domingo, 12 de dezembro de 2010
confiança
Acabo de chegar dum concerto de Natal em que actuaram cinco dos coros referenciados na freguesia do Lumiar. Já tinha saudades de ouvir canto polifónico, pelo que se juntou a poesia e a surpresa que é sempre a vivência do espírito de Natal á satisfação de poder saborear a harmonia. Enquanto absorvia a harmonia da melodia e acolhia a mensagem das palavras fiquei sensível á dimensão da confiança. Se Deus confiou na humanidade ao ponto de se fazer criança na confiante dependência de José e de Maria, como pode qualquer humano atento não confiar na discreta solicitude do nosso Deus? É certo que uns se dizem ateus, outros agnósticos, outros crentes, outros cristãos, outros cristãos católicos, mas duma forma ou de outra todos somos portadores dessa semente da esperança que nos leva a experienciar este sentimento: "apesar de tudo confio". Esta mensagem de esperançosa confiança ecoa a partir de algumas palavras proclamadas desde tempos longínquos, sempre que a situação individual e ou colectiva apresentou contornos de ausência de soluções para situações desesperantes: "tornai fortes as mãos fatigadas e robustos os joelhos vacilantes, não vos assusteis"(Isaías, profeta).Com alguma imaginação, alguma abertura ao futuro, uma boa dose de reflexão sobre o real e de convergência transformadora, o meu povo ultrapassará as dificuldades dos tempos presentes e aprenderá a construir na alegria um futuro que a todos honre e a todos traga "gozo e contentamento". O Natal está a chegar , é preciso mudar de rumo e ouvir a mensagem profética que nos vai chegando, mesmo quando nos parece chegar donde não estávamos de todo à espera.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
aclamação
Hoje é dia de aclamação celebrada na alegria simples e profunda com que a criança já na idade da rebeldia se abraça ao pescoço da mãe e com um misto de sedução e de amor filial lhe diz: "mãe és a maior, gosto muito de ti, e conto contigo para me ajudar a escolher a toilete para entar cada vez mais na grande festa da vida". Hoje aclamo e proclamo a Mãe da nova humanidade manifestada já, como primícia, em Jesus. Hoje é dia de parar um pouco e me sentar aos pés de Maria, a Mãe de Jesus, para simplesmente me sentir perto dela, a honrar e agradecer a Deus a sublime iniciativa de fazer da humanidade uma comunidade de Seus filhos adoptivos a partir do "sim" incondicional dessa jovem simples e discreta de Nazaré. De facto Maria de Nazaré é a glória da humanidade ao disponibilizar-se para ser o ponto de encontro onde a Divindade asssume em plenitude a Humanidade na pessoa única e impar que é Jesus Cristo. É certo que muitas vezes celebramos apenas porque é costume celebrar, festejamos sem nos apercebermos do sentido da festa e deitamos foguetes sobretudo para alimentar a indústria pirotécnica. Apesar disso nesta festa da Imaculada Conceição tenho orgulho de pertencer a um povo que A invoca como sua Rainha e Padroeira.
domingo, 5 de dezembro de 2010
aparências
Desde cedo constatei que as aparências são uma face sem a qual não existe a moeda. Não chega ser é necessário parecer. E tanta ênfase demos ao "parecer" que a pouco e pouco o "ser" foi sendo sempre mais relativizado. Assim chegámos à dimensão de que se "parece" é porque "é". Se aparenta ser rico é porque é rico, se aparenta ser justo é porque é justo, se aparenta ser honesto é porque é honesto, se aparenta ser saudável é porque tem saúde, se aparenta ser verdadeiro é porque não é mentiroso. E neste baile de máscaras participamos não apenas como indivíduos, mas também como colectividade. Como sociedade procuramos viver com padrões de abundância e daí concluímos que somos uma sociedade rica. Na política ouvimos à saciedade afirmar que em política o que parece é. Na comunicação social constatamos que uma mentira persistentemente afirmada é mais eficiente que a correspondente verdade discretamente afirmada. Assim vamos vivendo a vida gerindo as aparências, organizando a sociedade na base da alienação, vivendo a política como uma escola da arte da simulação. Romper com esta lógica, quer por convicções pessoais ou por imposição da realidade, gera normalmente desânimo, desilusão e frustração. É preferível viver enganado do que ter de enfrentar a realidade. Mesmo quando proclamamos que "por dentro das coisas é que as coisas são", ou que as aparências iludem, ou ainda que a verdade é libertadora, o facto é que vivemos bem com a superficialidade, cultivamos as aparências, e vamos suportando a doce tirania do inútil, do supérfluo e da comédia pessoal, relacional e social.
Neste fim de semana foi invocada a figura de João Baptista que apela á mudança de comportamentos, à procura da verdade e à primazia do "ser" sobre o "parecer". Este desafio já vem de longe e interpela-nos mais uma vez e de várias formas neste Natal de 2010 que se aproxima. Mudar de rumo é urgente.
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domingo, 28 de novembro de 2010
renovar

Se ficarmos à espera que algo de extraordinário aconteça na nossa vida para nos sentirmos realizados o mais provável é fazermos parte da imensidão de frustrados, ou porque a nossa vivência não vai além das coisas comuns que se sucedem sem já qualquer novidade nem encanto, ou porque ficamos sentados á espera da grande oportunidade que tarda e raramente chega. Então o desencanto instala-se, a frescura seca e a alegria transforma-se num forçado sorriso amarelo. Vem esta reflexão a propósito duma proposta que hoje me entrou como uma luzerna de sol pela janela do meu consciente e que me segredou: " o grande segredo é fazer as coisas comuns de maneira não comum e é a vida comum o meio previligiado para cada um de nós fazer a aprendizagem da afirmação de si mesmo". De facto não sendo o comum dos mortais nem santos, nem heróis, só resta perceber que a grandeza do ser humano não está naquilo que faz, mas no sentido que é capaz de dar àquilo que realiza e que raramente se situa acima das chamadas "coisas comuns".
No calendário litúrgico da Comunidade Cristã Católica inicia-se hoje o chamado novo Ano Litúrgico. Sente-se já um ténue cheirinho a Natal já percebido pela azáfama comercial e pelas luzes que por aqui e por ali fazem figas à crise num desafio provocador. Recordo a letra dum cântico que expressou e expressa o sentir dum número significativo e diversificado de meus contemporâneos: "nem só de pão o homem vive, vive da esperança, vive da justiça, vive da verdade, vive de toda a palavra que lhe vem de Deus". Sem esperança, sem justiça e sem verdade qualquer intervenção individual ou colectiva poderá convocar para a farsa , mas nunca para o sucesso. Há muita terra árida para cultivar, muitos fantasmas a exorcisar, muita verdade a assumir, muita mudança a implementar, muitos caminhos a endireitar. Este é tempo de mudança quer a implementemos quer apenas a suportemos.
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domingo, 21 de novembro de 2010
convergência
Hoje é certamente um bom dia para se falar sobre o poder, os poderosos e o exercício do poder. Uns poucos, pois não podem ser muitos, acham que ser poderoso é ser dominador e ser seguido por uma multidão de súbditos, de bajuladores e de oportunistas. Outros concordam que o exercício do poder é incompatível com o respeito pela afronta da fraqueza e da franqueza. E ainda não poucos aceitam que se não se sentir a canga do poder sobre o dorso é muito difícil conviver em respeito mútuo, em dialéctica libertadora e em empenhamento construtivo. Romper esta lógica, alicerçada na milenar experiência humana, é sempre um desafio que chega desde a prespeciva do futuro com a veemência de quem quer fazer de novo todas as coisas, lançar constantemente novas pontes de diálogo e promover uma nova ordem social em que surjam os grandes servidores, pois só eles serão os novos libertadores e os novos construtores da nova paz.
Vem esta reflexão a propósito de dois acontecimentos vividos neste fim de semana:
O primeiro acontecimento foi a ocorrência das várias cimeiras realizadas em Lisboa: cimeira da NATO, cimeira da NATO com o Afeganistão,Cimeira da NATO com a Rússia e cimeira dos EUA com a UE. Por dois dias o meu pequeno País foi anfitrião de muitas esperanças e assistiu à procura em diálogo de novas respostas para velhos e mal vislumbrados novos problemas. Afirmar a vontade do respeito pela diversidade e pela complementariedade é só por si um acontecimento inestimável. Senti-me orgulhoso por tudo ter corrido sem incidentes, pela reconhecida e louvada organização, pela competência com que foi implementada a segurança de pessoas e de bens e com a aceitação da livre manifestação de opiniões divergentes.
O segundo acontecimento diz respeito à celebração pela Comunidade Cristã Católica da festa de Cristo Rei. Aprendemos que só os fortes aceitam ser fracos para que os fracos possam erguer-se da sua fraqueza. Aprendemos que se reconhecermos a verdade de nós mesmos podemos ascender a um novo patamar qualitativamente superior. Ouvimos com a insuspeita autoridade do Senhor Jesus a proclamação de que a força do Amor é a única capaz de promover a libertação de cada pessoa e de toda a pessoa. A Ele presto a minha homenagem , manifesto o meu reconhecimento e a Ele adiro como Meu Senhor, como Nosso Senhor e como Senhor de todas as coisas visíveis e invisíveis.
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domingo, 7 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
Os nadas da vida
Muitas vezes, ao longo do já longo e nem sempre recto caminho da minha existência, oscilei entre o entusiasmo de quem estava convencido que podia contribuir significativamente para melhorar o mundo em que me foi dado viver e a amarga constatação de que as minhas intervenções não passavam afinal de pequenos grãos de areia que se diluíam desinteressantemente na massa descolorida duma qualquer vulgar edificação. Assim foi com algum conforto que num destes dias li uma mensagem da pequena grande Teresa de Calcutá, que acidentalmente entrou pelas janelas do meu olhar, que lhe agradeço e aqui transcrevo na expectativa de que possa encontrar eco em alguém que se arrelia porque a sua vida não passa do anonimato e se esgota na rotina dos desinteressantes quase nadas.
"Dá sempre o teu melhor...E o melhor virá.
Às vezes as pessoas são egoístas, ilógicas e insensatas. Ainda assim...Perdoa-as.
Se és amável as pessoas podem acusar-te de egoísta e interesseiro. Ainda assim...Sê amável.
Se és um vencedor, terás alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros. Ainda assim...Vence.
Se és honesto e franco, as pessoas podem enganar-te. Ainda assim...Sê honesto e franco.
O que tardaste a construir, alguém pode destrui-lo numa hora. Ainda assim...Constrói.
Se tens paz e és feliz, as pessoas podem sentir inveja. Ainda assim...Sê feliz.
O bem que fizeres hoje pode ser esquecido amanhã. Ainda assim ...faz o bem.
Se dás ao mundo o melhor de ti, isso pode não ser suficiente. Ainda assim...Dá o melhor de ti mesmo.
No final de contas...tudo é e será entre ti e Deus. Nunca foi só entre ti e eles."
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domingo, 24 de outubro de 2010
insónias


quinta-feira, 30 de setembro de 2010
insolações




segunda-feira, 16 de agosto de 2010
o dia seguinte

Aqui deixo alguns dados sobre a festa da Assunção:
A Assunção de Maria ao Céu
"A cristandade acreditou na Assunção da Virgem Maria logo desde os primeiros séculos da sua história e, assim, a tradição da festa oficial da Assunção remonta provavelmente já ao século VI.
Como Mons Michel Dubost (bispo de França) diz no seu livro "Marie" (ed. Mame, Paris 2002): "A festa da Assunção nasceu em Jerusalém, mas é difícil saber em que época. A origem da festa talvez venha da consagração de uma igreja a Maria pelo bispo Juvenal (422-458), em Kathisma (suposta etapa da Virgem entre Nazaré e Belém). É mais provável que tenha como origem a consagração de outra igreja em Gethsemani, ao lado de Jerusalém, no século VI. Seja como for, a festa foi alargada a todo o Império pelo imperador Maurício (582-602) sob o nome de Dormição da Virgem Maria. A festa foi sempre celebrada no dia 15 de Agosto. Como o ano litúrgico dos Orientais começa no 1º de Setembro, ele inicia-se verdadeiramente com a Natividade da Virgem e termina com a sua entrada na glória a 15 de Agosto. Mas será apenas nos meados do século XX que a Assunção da Virgem Maria virá a ser proclamada "dogma da Igreja", em 1950, pelo papa Pio XII :
"Por fim a Virgem imaculada, preservada por Deus de toda a mancha do pecado original, tendo concluído o curso da sua vida terrestre, foi elevada à glória do céu em corpo e alma, e exaltada pelo Senhor como Rainha do universo, para assim ser mais inteiramente conforme ao seu Filho, Senhor dos senhores, vencedor do pecado e da morte" (LG 59).A Assunção da Virgem Santa é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos [...]"
Finalmente aqui deixo um ramo de rosas que em meu nome, em nome dos meus familiares e dos meus amigos e ainda em nome da humanidade que se orgulha da sua Rainha, Lhe ofereço na simplicidade de quem não sabe o que oferecer, mas sente necessidade de oferecer alguma coisa.
"A cristandade acreditou na Assunção da Virgem Maria logo desde os primeiros séculos da sua história e, assim, a tradição da festa oficial da Assunção remonta provavelmente já ao século VI.
Como Mons Michel Dubost (bispo de França) diz no seu livro "Marie" (ed. Mame, Paris 2002): "A festa da Assunção nasceu em Jerusalém, mas é difícil saber em que época. A origem da festa talvez venha da consagração de uma igreja a Maria pelo bispo Juvenal (422-458), em Kathisma (suposta etapa da Virgem entre Nazaré e Belém). É mais provável que tenha como origem a consagração de outra igreja em Gethsemani, ao lado de Jerusalém, no século VI. Seja como for, a festa foi alargada a todo o Império pelo imperador Maurício (582-602) sob o nome de Dormição da Virgem Maria. A festa foi sempre celebrada no dia 15 de Agosto. Como o ano litúrgico dos Orientais começa no 1º de Setembro, ele inicia-se verdadeiramente com a Natividade da Virgem e termina com a sua entrada na glória a 15 de Agosto. Mas será apenas nos meados do século XX que a Assunção da Virgem Maria virá a ser proclamada "dogma da Igreja", em 1950, pelo papa Pio XII :
"Por fim a Virgem imaculada, preservada por Deus de toda a mancha do pecado original, tendo concluído o curso da sua vida terrestre, foi elevada à glória do céu em corpo e alma, e exaltada pelo Senhor como Rainha do universo, para assim ser mais inteiramente conforme ao seu Filho, Senhor dos senhores, vencedor do pecado e da morte" (LG 59).A Assunção da Virgem Santa é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos [...]"
Finalmente aqui deixo um ramo de rosas que em meu nome, em nome dos meus familiares e dos meus amigos e ainda em nome da humanidade que se orgulha da sua Rainha, Lhe ofereço na simplicidade de quem não sabe o que oferecer, mas sente necessidade de oferecer alguma coisa.
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domingo, 1 de agosto de 2010
passar palavra



Recebi ocasionalmente esta mensagem dum bom amigo que aqui recolho e re-transmito:
01 de Agosto de 2010
«Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?»
(Lc 12, 14)
"As religiões antigas incluíam textos que falavam da criação do mundo e da origem do mal. Hoje, pensamos que esses textos nem eram resultado de uma revelação, nem de uma indagação cientifica, nem mesmo de um labor filosófico. Eram "mitos", através dos quais a imaginação e o inconsciente colectivo propunham certas maneiras de interpretar o mundo e a condição humana. (O mito não tem actualmente qualquer conotação negativa. Pensa-se mesmo que a reflexão filosófica surge como tentativa de clarificar e dar rigor a essas construções primitivas). Os primeiros capítulos do Livro do Génesis movem-se no ambiente de mitos. Infelizmente, houve uma época em que a Igreja tomou esses textos como narrativas históricas e abriu sucessivas guerras contra a visão cientifica do mundo. Por exemplo, teimando que a Terra ocupava o centro do Universo, ou afirmando que não tinha havido evolução da vida, pois todas as espécies animais e vegetais tinham sido criadas directamente por Deus.
É muito significativo que Jesus não tenha enveredado por este caminho. disse que o Pai é o Senhor do Céu e da Terra, mas nunca perdeu tempo a descrever a criação. Mandou que os seus discípulos lutassem contra o mal, mas nunca perdeu tempo a explicar a origem do mal. Que se saiba, nunca falou de Adão nem de Eva.
Sem deixar de ser Deus, Jesus veio à Terra como homem. E aceitou lealmente a condição humana. Aceitou que a sua inteligência de homem não sabia tudo e que a sua força muscular não levantava um penedo; precisava de comer e de dormir; sabia que tinha de trabalhar para ganhar a vida. Mais importante do que isto: Jesus sabia que é próprio da condição humana lutar por um futuro melhor, e que é preciso contar com as diferentes contribuições: há os que trabalham a terra, os que escavam as minas, os que pescam no mar; há os que têm tarefas de governo e de administração; há os que procuram caminhos novos; ... Jesus cumpriu a sua missão de mensageiro do Pai para nos anunciar a Boa Nova e para nos dar o exemplo do que é "amar até ao fim" (Jo 13, 1).
Mas é também significativo que Jesus não tenha dado nenhum conselho a respeito dos aspectos mais práticos da aventura humana. Não disse como é que se podiam melhorar os barcos e as redes, nem como se podia aumentar o rendimento dos trabalhos agrícolas, não deu sugestões a respeito da economia, da politica, do direito. Se bem entendo, não o fez porque isso seria intervir na História dos homens de maneira paternalista.
Isto ajuda-nos a entender o Evangelho desta missa (Lc 12, 13-21). Do meio da multidão, um homem pede a Jesus que resolva uma questão de partilhas. (Talvez o homem fosse sincero e acreditasse que ninguém melhor do que Jesus podia dizer o que é justo e o que é injusto). Mas Jesus rejeitou o pedido. Suponho que por duas razões. Primeira, porque, coerentemente com aquilo que acabo de expor, não quis substituir-se à justiça dos homens. Fossem aos tribunais! Segunda, porque achava incrível que dois irmãos se zangassem por uma questão de partilhas. Não tinha paciência para os aturar.
Infelizmente, nem sempre a Igreja reagiu assim. Quis dar certezas definitivas a respeito de todas as coisas importantes; e, muitas vezes, não se deu conta de que saía do domínio da sua competência. (Recorde-se o processo de Galileu). E o Senhor castigou-a, permitindo que se enganasse.
A primeira Leitura é tirada do Livro de Cohélet (Cohélet - Eclesiastes 1, 2 - 2, 23). Este livro. é uma reacção contra as pregações palavrosas e as soluções superficiais. Passando ao extremo oposto, Cohélet diz que não há nada seguro na Terra. Entendamos estas palavras como um convite à profundidade e ao rigor."
P.e João Resina Rodrigues (in a Palavra no Tempo II)
«Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?»
(Lc 12, 14)
"As religiões antigas incluíam textos que falavam da criação do mundo e da origem do mal. Hoje, pensamos que esses textos nem eram resultado de uma revelação, nem de uma indagação cientifica, nem mesmo de um labor filosófico. Eram "mitos", através dos quais a imaginação e o inconsciente colectivo propunham certas maneiras de interpretar o mundo e a condição humana. (O mito não tem actualmente qualquer conotação negativa. Pensa-se mesmo que a reflexão filosófica surge como tentativa de clarificar e dar rigor a essas construções primitivas). Os primeiros capítulos do Livro do Génesis movem-se no ambiente de mitos. Infelizmente, houve uma época em que a Igreja tomou esses textos como narrativas históricas e abriu sucessivas guerras contra a visão cientifica do mundo. Por exemplo, teimando que a Terra ocupava o centro do Universo, ou afirmando que não tinha havido evolução da vida, pois todas as espécies animais e vegetais tinham sido criadas directamente por Deus.
É muito significativo que Jesus não tenha enveredado por este caminho. disse que o Pai é o Senhor do Céu e da Terra, mas nunca perdeu tempo a descrever a criação. Mandou que os seus discípulos lutassem contra o mal, mas nunca perdeu tempo a explicar a origem do mal. Que se saiba, nunca falou de Adão nem de Eva.
Sem deixar de ser Deus, Jesus veio à Terra como homem. E aceitou lealmente a condição humana. Aceitou que a sua inteligência de homem não sabia tudo e que a sua força muscular não levantava um penedo; precisava de comer e de dormir; sabia que tinha de trabalhar para ganhar a vida. Mais importante do que isto: Jesus sabia que é próprio da condição humana lutar por um futuro melhor, e que é preciso contar com as diferentes contribuições: há os que trabalham a terra, os que escavam as minas, os que pescam no mar; há os que têm tarefas de governo e de administração; há os que procuram caminhos novos; ... Jesus cumpriu a sua missão de mensageiro do Pai para nos anunciar a Boa Nova e para nos dar o exemplo do que é "amar até ao fim" (Jo 13, 1).
Mas é também significativo que Jesus não tenha dado nenhum conselho a respeito dos aspectos mais práticos da aventura humana. Não disse como é que se podiam melhorar os barcos e as redes, nem como se podia aumentar o rendimento dos trabalhos agrícolas, não deu sugestões a respeito da economia, da politica, do direito. Se bem entendo, não o fez porque isso seria intervir na História dos homens de maneira paternalista.
Isto ajuda-nos a entender o Evangelho desta missa (Lc 12, 13-21). Do meio da multidão, um homem pede a Jesus que resolva uma questão de partilhas. (Talvez o homem fosse sincero e acreditasse que ninguém melhor do que Jesus podia dizer o que é justo e o que é injusto). Mas Jesus rejeitou o pedido. Suponho que por duas razões. Primeira, porque, coerentemente com aquilo que acabo de expor, não quis substituir-se à justiça dos homens. Fossem aos tribunais! Segunda, porque achava incrível que dois irmãos se zangassem por uma questão de partilhas. Não tinha paciência para os aturar.
Infelizmente, nem sempre a Igreja reagiu assim. Quis dar certezas definitivas a respeito de todas as coisas importantes; e, muitas vezes, não se deu conta de que saía do domínio da sua competência. (Recorde-se o processo de Galileu). E o Senhor castigou-a, permitindo que se enganasse.
A primeira Leitura é tirada do Livro de Cohélet (Cohélet - Eclesiastes 1, 2 - 2, 23). Este livro. é uma reacção contra as pregações palavrosas e as soluções superficiais. Passando ao extremo oposto, Cohélet diz que não há nada seguro na Terra. Entendamos estas palavras como um convite à profundidade e ao rigor."
P.e João Resina Rodrigues (in a Palavra no Tempo II)
domingo, 20 de junho de 2010
despedida



sexta-feira, 4 de junho de 2010
sentimentos



Já hoje chorei! O meu amigo João Resina morreu. Após um largo período em que o seu corpo não lhe permitia expressar toda a sua realidade pessoal, apagou-se o sopro de vida que o mantinha fazendo parte dos mortais. Era um filósofo da escola de Louvaina e com ele muitos aprendemos a pensar; era um engenheiro da escola do Instituto Superior Técnico e com ele muitos aprendemos a lidar com o real; era um teólogo das melhores escolas do pensamento teológico e com ele aprendemos que a realidade humana não se esgota na temporalidade; era um convícto discípulo do Ressuscitado e com ele aprendemos que a vida de cada humano adquire a sua plenitude ao entrarmos nessa nova dimensão existencial liberta das contingências físicas, psíquicas e de todas as demais próprias das especificidades do tempo e do espaço. É animador saber que temos amigos tanto no presente transitório como no futuro definitivo.
É verdade que já hoje chorei, mas também é verdade que também já hoje rezei e juntamente com um número significativo de homens e de mulheres dei graças e anunciei a morte do Senhor, proclamei a Sua ressurreição e afirmei a certeza do Seu encontro libertador com cada pessoa e com todas as pessoas. A certeza da morte nos apresiona e a esperança da ressurreição nos liberta. Meu caro João estamos unidos no infinito amor de Deus, faz favor de Lhe dar graças e de O louvar também em nosso nome.
É verdade que já hoje chorei, mas também é verdade que também já hoje rezei e juntamente com um número significativo de homens e de mulheres dei graças e anunciei a morte do Senhor, proclamei a Sua ressurreição e afirmei a certeza do Seu encontro libertador com cada pessoa e com todas as pessoas. A certeza da morte nos apresiona e a esperança da ressurreição nos liberta. Meu caro João estamos unidos no infinito amor de Deus, faz favor de Lhe dar graças e de O louvar também em nosso nome.
domingo, 23 de maio de 2010
a luz




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reflexões de fim de semana
domingo, 16 de maio de 2010
acontecimentos marcantes




Ainda uma referência aos encontros ocorridos entre o presidente do PS e o presidente do PSD. Já estava cansado de ouvir falar da necessidade fundamental de convergência de esforços, mas sobressaía sempre a lógica dos interesses partidários sobre a urgência do bem comum. Foi preciso chegar ao limite para se dar início ao diálogo que não é sinónimo de perda, mas de ganho a favor do bem comum. Estes passos honram os intervenientes e são sinal de esperança perante a depressão que se abate sobre as condições de vida de todo o povo, mormente começando pelos mais frágeis, mais desprotegidos e mais condicionados pela falta de esperança.
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